Redação
Um professor da Escola Estadual Cívico Militar 13 de Maio, em Porto Alegre do Norte, na região do Araguaia, foi afastado das funções após ser denunciado por suspeita de agressão contra uma aluna do 6º ano. O caso ocorreu no final do ano passado e é apurado pela Polícia Civil.
De acordo com documentos obtidos pela reportagem, a denúncia foi feita pela mãe da estudante, que procurou a unidade escolar relatando que a filha teve a orelha puxada pelo professor em mais de uma ocasião. Durante reunião na escola, o educador afirmou que a aluna e outras colegas estavam na janela da sala de aula fazendo bagunça e que, mesmo após orientação para que retornassem aos lugares, não obedeceram.
Segundo o relato, ele teria ido até o local e puxado a orelha de cada uma das estudantes, admitindo ainda que já havia adotado a mesma conduta em outras situações, inclusive com outros alunos. Ao tomar conhecimento do episódio, o diretor da escola orientou o professor a rever sua postura e a não recorrer a qualquer tipo de agressão como forma de repreensão.
Na sequência, a mãe da aluna registrou um boletim de ocorrência. Com a abertura da investigação policial, a Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc) decidiu afastar o servidor e informou que está prestando acompanhamento psicossocial à estudante.
Em nota, a Seduc informou que foi oficialmente comunicada sobre o caso em 10 de dezembro de 2025 e que, a partir disso, adotou os protocolos institucionais previstos, incluindo o Protocolo MARES e o Protocolo de Direcionamento Frente à Violência na Escola, com foco na proteção da estudante, comunicação aos órgãos do sistema de garantia de direitos e providências administrativas cabíveis.
A secretaria também informou que a aluna teve assegurada a continuidade do vínculo escolar em outra unidade, conforme solicitação da família, e segue em acompanhamento psicossocial. O caso continua sob monitoramento da Diretoria Regional de Educação de Confresa e do Núcleo de Mediação Escolar.
Outra ocorrência na mesma escola
Recentemente, o diretor da Escola Estadual Cívico Militar 13 de Maio também foi afastado pela Seduc, desta vez por suspeita de assédio sexual contra uma aluna de 17 anos. O caso igualmente é investigado pelas autoridades competentes.
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